A Integração do Novo Grupo de Servidores do Mundo (NGSM)




O Centro Ajna de Sanat Kumara


Antes do eclipse solar em Libra em 2005, e desde então, têm ocorrido conturbações ruidosas em um pequeno número de grupos de trabalhadores esotéricos — parte de um grupo maior, o NGSM. A razão disso pode ser ou não um reflexo de outras forças que se movem através desse corpo mundial, mas vale a pena dar uma olhada nessa possibilidade. O NG é um organismo que atua como uma interface entre a Hierarquia e a Humanidade, e é dito que funciona como o centro ajna, o centro através do qual Sanat Kumara vê o mundo, enquanto que a Hierarquia e a humanidade expressam o centro cardíaco e o laríngeo respectivamente.

“O centro ajna do Senhor do Mundo está apenas começando a se expressar, de uma forma reconhecível, através do NGSM. O grupo intermediário entre a Hierarquia e a humanidade, o NGSM, é um condutor de energia que faz com que seja possível a materialização do Plano (o Plano do qual a Hierarquia é o custódio). Esse Plano implementa o Propósito, e mais tarde, quando o NGSM esteja organizado e seja reconhecido como um organismo vivo, irá receber, definitivamente, a energia de Shamballa, de forma direta, através da Hierarquia.”  [i]

Os diagramas seguintes podem ilustrar.  [ii]

Podemos refletir por um momento sobre as palavras, “irá receber, definitivamente, a energia de Shamballa, de forma direta, através da Hierarquia”. Talvez isso tenha sido invocado no primeiro festival do ano, em Áries, o oposto polar de Libra e um signo do primeiro raio de Vontade ou Poder. As conseqüências da ação e das forças invocadas em Áries são elaboradas em Libra. Isso está acontecendo agora, e provavelmente vai aumentar em força e expressão nos anos seguintes.

O centro Ajna tem duas pétalas maiores e cada uma é formada por 48 pétalas menores, totalizando 96. Cada uma dessas pétalas pode ser considerada como representando vários grupos maiores que existem no mundo todo e que estão servindo ao Plano. Esses grupos podem variar, como varia a gama de organizações exotéricas, e vão da política à religião, educação, ONU, ciência e artes até organizações mais esotéricas e subjetivas e “organismos” funcionando regularmente com uma estrutura organizacional “fluída”.

O NGSM é formado pelos “aspirantes e discípulos mundiais”, que por sua vez, corporificam o desenvolvimento gradual dessas duas pétalas maiores, individual e coletivamente.

“O centro entre as sobrancelhas também começa a fazer sentida sua presença (pelos aspirantes que estão despertando) e esse significativo lótus de duas pétalas começa a vibrar. Ele simboliza o trabalho de at-one-ment entre a alma e o corpo, entre o subjetivo e o objetivo. Em alguns livros de ocultismo, ele é chamado de lótus de noventa e seis pétalas. Pode- se notar que o total de forças unificadas nas duas pétalas deste centro (excluindo os dois centros da cabeça) também soma quarenta e oito pétalas (básico 4 + sacro 6 + plexo solar 10 + cardíaco 12 + laríngeo 16 = 48]

Essas energias em seus dois aspectos de energia vital e de qualidade da alma formam os noventa e seis aspectos ou vibrações das duas pétalas do centro ajna, ou centro entre as sobrancelhas. Deve ser lembrado que a palavra pétala simboliza apenas uma expressão de força e seu efeito aparente na matéria. Os cinco centros, com suas quarenta e oito pétalas, são portanto sintetizados neste lótus de duas pétalas, e temos então quarenta e oito mais dois igual a cinqüenta, o número da personalidade perfeita, porque cinco é o número do homem e dez, o número da perfeição.”  [iii]

No diagrama acima, a Hierarquia pode ser vista como a alma diretiva da humanidade, mas mais particularmente do NGSM, que quando estiver integrado, como uma personalidade, pode enunciar os princípios da Hierarquia aos “pensadores e cientistas” que estão na vanguarda da liderança, e isso já está ocorrendo há algum tempo. Isso não quer dizer que o NGSM é algo separado ou superior à humanidade, indica simplesmente que tem uma responsabilidade de uma ordem diferente. De muitas maneiras, essas responsabilidades são bem desafiadoras, porque se eles não forem abnegados ou se não se conduzirem corretamente, o “esquema divino” não será transmitido corretamente, e o resultado será graves distorções.

Por isso, se o NGSM permitir que o caos e a vontade fraca penetrem em suas fileiras, ou que se desviem da tarefa à mão, eles falharão no cumprimento do plano de sua alma, relacionada à Hierarquia, e estarão desprezando sua irmã, a humanidade. A chave para ser um membro efetivo do NGSM é a transmutação (transferência) das forças inferiores para os centros superiores, e somos ensinados que isso acontece em duas etapas:

“Conseqüentemente, existem dois pontos que devem ser mantidos na mente ao estudarmos os místicos e suas dificuldades [notem o termo ‘místico’, que se refere a alguns do NGSM que estão se movendo do estágio ‘místico’ para o estágio ‘ocultista’]; em primeiro lugar, e antes de tudo, o período de despertar dos centros e sua conseqüente utilização; em segundo lugar, o período de transferência de energias do plexo solar para o coração, e depois, dos centros da coluna para o centro ajna (entre as sobrancelhas). Esse centro é o que controla toda a vida da personalidade e é dele que parte toda direção da personalidade e dos cinco centros inferiores que ele sintetiza. Cada um desses estágios traz com ele seus próprios problemas e dificuldades.

1. O estágio onde é feita a transferência de todas as energias inferiores para o plexo solar, que é um estágio preparatório, antes de serem levadas aos centros cardíaco e laríngeo, que estão acima do diafragma. Este estágio cobre não somente o processo de transferência, mas também o enfoque das forças nos centros superiores.

Período: os estágios finais do caminho probacionário e os estágios iniciais do caminho do discipulado.

Nota-chave: disciplina.
Objetivo: idealismo, mais o esforço da personalidade, purificação e controle.

2. O estágio onde é feita a transferência para o centro ajna e a personalidade se torna integrada e investida de poder.

Período: os estágios finais do caminho do discipulado, até e incluindo a terceira iniciação.

Nota-chave: expressão da alma através da personalidade.

Objetivo: compreensão do Plano e conseqüente cooperação com ele.”  [iv]

O centro ajna relaciona-se à expressão da personalidade perfeita e integrada: “o centro ajna é o órgão da personalidade integrada, o instrumento de direção e está intimamente relacionado ao corpo pituitário e aos dois olhos, como também à área frontal da cabeça”  [v]

Os dois olhos, as “janelas da alma”, estão relacionados à mente e aos vinte e dois centros etéricos menores. Eles constituem (junto com a correspondência etérica da glândula pineal) uma parte do “terceiro olho”, associado, e algumas vezes confundido, com o centro ajna.

“A energia da personalidade integrada está enfocada no centro ajna, entre os olhos, e quando o discípulo pode se identificar com ela e, ao mesmo tempo, ser consciente da natureza e da vibração da energia de sua alma, também pode começar a trabalhar com o poder de direção, usando os olhos como agentes diretores. Como vocês já devem saber, por causa dos estudos que já realizaram, existem à disposição do discípulo três olhos de visão e direção:

1. O olho interno, o olho único (um só olho), do homem espiritual (o terceiro olho). Este é o verdadeiro olho da visão e envolve a idéia de dualidade (o que vê e o que é visto). É o olho divino e é através dele que a alma vê o mundo dos homens, e é através dele que a direção da personalidade acontece.

2. O olho direito, o olho de budi, o olho que é a relação responsiva direta para o olho interno. Através desse olho, a mais elevada atividade da personalidade pode ser dirigida sobre o plano físico. Nessa conexão, temos portanto um triângulo de força espiritual que pode produzir uma atividade especial por parte do discípulo e do iniciado. É através dessa triplicidade, por exemplo, que o iniciado treinado trabalha quando está lidando com um grupo de pessoas ou com um indivíduo.

3. O olho esquerdo, o olho de manas, o distribuidor de energia mental com correto controle — correto com relação ao propósito da personalidade. Esse olho também é uma parte de um triângulo de força que está disponível para ser usado pelo aspirante e pelo discípulo probacionário.”  [vi]

“Sanat Kumara dirige a força de Shamballa para a Humanidade, e em nossa história recente, cada vez mais de forma mais direta.”  [vii] Em um sentido, Shamballa é a Mônada para a personalidade da humanidade, e este aumento de estimulação vai causar mais conflito, mas acelerará o crescimento neste período criativo de cúspide (cuspidal) de eras astrológicas.

Por isso, o acréscimo de estimulação causará muito conflito dentro do NGSM e o fará mover-se da primeira etapa que foi mencionada acima, a do “estágio inicial do caminho do discipulado”, para a segunda etapa, a do “estágio final do caminho do discipulado, até o período da terceira iniciação”.

O sucesso dessa transição dará um extraordinário poder a Sanat Kumara para tornar real, com mais potência, o seu propósito. O NGSM, como o “olho de Sanat Kumara”, é o “olho do Touro”.

“Ilustrando o movimento do homem (impulso), o Touro de Deus, em direção à meta da iluminação e à emergência da alma, livre de apegos, com os dois chifres (dualidade) protegendo o ‘olho de luz’ no meio (centro) da testa do Touro. Esse é ‘o olho único’ do Novo Testamento, que faz com que ‘o corpo todo esteja cheio de Luz’.” Esse Touro é a constelação de Touro, que rege o aspirante mundial, da mesma forma que o seu oposto polar, Escorpião, rege o “discípulo mundial”: “discípulos mundiais estão relacionados uns aos outros através de Escorpião. Isso produz neles a capacidade de responder aos testes, à percepção da visão (através do olho iluminado do Touro) e usar seu poder individualmente.”  [viii]

De um ângulo, os dois “olhos” regidos por Vênus e Mercúrio relacionam esses dois grupos — Vênus como o regente de Touro e Mercúrio como o regente hierárquico de Escorpião. De outro, as duas pétalas maiores do centro ajna são Touro–Escorpião e descrevem os aspirantes e discípulos do mundo, mas mesmo assim, os dois grupos provavelmente se encontram sob a influência do signo ou do regente planetário, dependendo do raio de suas almas. É interessante notar que o número 96 está relacionado ao signo de Escorpião, o oitavo signo dos doze; 8 x 12 = 96. Esse tema de Touro–Escorpião foi ressaltado para poder explorar o mapa da Lua Nova de Libra.

Libra e Shamballa

Libra está relacionado à Shamballa e “faz girar” a roda do karma, por isso os festivais solares anuais de Libra sempre fazem presente essa força: “Libra introduz a alma no centro mundial a que chamamos Shamballa, porque é o oposto polar de Áries, que é o lugar dos inícios. Libra demonstra o perfeito equilíbrio entre o espírito e a matéria, que são colocados juntos pela primeira vez em Áries. Esse equilíbrio e essa relação dos dois grandes opostos, espírito e matéria, está simbolizada nas situações da personalidade onde se equilibra os pares de opostos do plano astral, até encontrar entre eles o caminho ‘fino como o fio de uma navalha’ que conduz ao reino das almas.”  [ix]

Vênus em Escorpião e Marte em Touro

Vênus, o regente de Libra, tem transitado em Escorpião, o signo de “seu detrimento” e também o que conduz uma vibração de primeiro raio através de Plutão, um dos seus regentes. É importante que os estudantes compreendam que a expressão de qualquer signo solar do zodíaco é modificada por seus planetas regentes, tanto esotérico como exotérico. Por isso, se o Sol (que representa a expressão da personalidade integrada) está em Libra, a posição de Vênus por signo e por aspecto provocará um grande impacto nessa expressão de personalidade. O mesmo se aplica a uma pessoa, ao NGSM, a um evento ou uma nação.

No eclipse de Libra de 2005, Vênus estava em Escorpião e em oposição a Marte em Touro. Marte também estava em detrimento em Touro, por isso havia uma fortíssima oposição entre esses dois planetas em detrimento, como também uma recepção mutua — um planeta no signo que o outro rege. Isso criou um par de opostos extraordinariamente forte, que exige solução.

O eixo Touro–Escorpião foi fortemente ativado no eclipse solar de Libra em 2005. Parece que as forças de Shamballa fluíram diretamente ao NGSM, provocando experiências intensas, que se relacionam à integração e redenção de sua personalidade como um todo. Essa personalidade é composta de muitas “personalidades menores de outros grupos”, todos em diferentes estágios e vivendo seus próprios processos, por isso, pode ser visto o potencial para estimular a pior (e a melhor) expressão das qualidades inferiores e das superiores de Vênus e Marte.

Eclipse Solar em Libra 2005

A maior força do período de Vênus em Escorpião aconteceu na última semana de setembro e no início de outubro, quando Vênus estava na órbita da oposição a Marte, que estava em Touro. Vênus estava em seu papel de regente do ciclo de Libra, onde o Sol tinha acabado de entrar; foi ai que a tensão e o conflito de forças chegaram ao seu ápice. Vênus em Escorpião está em detrimento e algumas interpretações (muito) exotéricas são:

Positiva: Paixão. Vontade de sacrificar tudo por amor se acham que vale a pena. Atração para ciências ocultas. Psiquicamente sensitivo. Intensidade emocional que acentua a personalidade. Contrastes artísticos e dramáticos. Devotado, cheio de fé, místico.

Negativo: Amargor e ciúme, ultra-emocional, atração mortal, mau uso do sexo e do poder, tendência para dominar e controlar sutilmente, romances secretos e clandestinos, romances levados muito a sério ou muito pessoal. Manipulação psíquica, relação de amor e ódio, frieza e indiferença. Mesquinharia, relações viciosas ou grosseiras. Assuntos como beleza, elegância, requinte social e diplomacia mal expressados. Uma linha fina entre amor e ódio. Racionalização da verdade.

Com tantas influências “negativas”, fica fácil ver por que Vênus está em detrimento neste signo. Naturalmente, todo tipo de expressão depende do quanto cada indivíduo já redimiu dentro dele mesmo e de outros fatores do mapa natal que tendem a neutralizar qualquer tendência. Esotericamente, “Vênus é a mente inteligente e tem seu poder diminuído neste signo porque o intelecto — tendo sido desenvolvido e usado — agora deve estar subordinado ao poder superior da alma, à intuição espiritual. O filho da mente, o Anjo Solar, deve se manifestar como um Filho de Deus. Por sua vez, o Anjo Solar deve dar lugar à Presença. Até esse momento, ela tinha estado velada ou escondida. Vênus deve ‘minguar’ e o Sol — como símbolo da divindade — deve aumentar sua influência e por fim tomar o seu lugar. Esse é o simbolismo e significado esotérico.”  [x]

Aqui, Vênus tem realmente um valor mais elevado e representa a “presença” ou a Mônada e o espírito. Para que o discípulo aspirante expresse as qualidades superiores, os aspectos de Vênus da personalidade não estarão necessariamente transcendidos, ainda estão se expressando tanto negativa como positivamente e as possibilidades superiores refletem-se de tempos em tempos. Isso é algo natural e mesmo as almas mais avançadas podem ter imperfeições de personalidade durante várias vidas, até que atingem a liberação.  [xi] A Mônada não tem verdadeira influência até depois da terceira iniciação e essa apresentação se refere apenas aos vários estágios de aspiração e discipulado.

No entanto, no período acima mencionado, muitas das tendências negativas têm estado em expressão. Pode-se ter Vênus em Escorpião no mapa natal, por progressão ou não, mas todos vão passar por esta experiência. No último caso, muitos dos que nasceram nos anos 50 transitaram o eixo Vênus–Marte ou Touro–Escorpião, em quadratura com o Plutão natal em Leão, e com isso vivem situações de ego, poder, sexualidade e outros problemas “subterrâneos” — em grupo ou individualmente. Acrescente-se a isso o fato de que Marte, o deus do conflito, estava em oposição a Touro, ainda estacionário, depois de ter estado dois dias em retroação antes do eclipse, e por isso, extremamente poderoso e “buscando briga”, por assim dizer. Marte em Touro está em detrimento e tem a seguinte interpretação exotérica:

Positiva: Muita energia relacionada a dinheiro e posses. Resultados práticos e físicos tangíveis. Determinação e perseverança. Trabalhos manuais — habilidades artísticas — principalmente em metal e pedras.

Negativa: Obstáculos materiais e limitações. Preocupação com sexo e sensualidade. Ciúme e possessividade, assuntos monetários, agressividade e rigidez etc.

Com Vênus e Marte regendo exotericamente os dois sexos, assuntos de gênero não serão uma coisa incomum:

“Ele disse, ela disse e todos os conflitos de gênero que surgem por subespécies incompatíveis, pelo menos a nível tribal... Se você divide uma cama, está dormindo com o inimigo. Em termos arquetípicos, ele quer sexo/poder, ela quer relacionamento/segurança e isso é um funcionamento tanto antigo como tribal... Em última instância, o relacionamento humano é um processo no qual pode ser resolvido o conflito interno de gênero e gerar um estado de paz e harmonia. Amor não correspondido pode se transformar em ressentimento e por isso o ódio é a base de todo conflito pessoal, familiar e nacional. O pior da semiquadratura do Sol/Lua com Vênus (eclipse em Libra) e da sesquiquadratura com Marte é o intenso ódio projetado no gênero oposto, o que leva o conflito até mesmo à violência.

Citando Brady (1994) — “O imenso poder, raiva e força da quadratura de Marte e Plutão (na primeira Lua Nova da Série Saros 7 Sul) é canalizado nesta família de eclipses através do triângulo. O indivíduo que experimenta esta série descobrirá que os obstáculos desaparecerão de repente ou uma crise que estava pendente pode se manifestar e passar rapidamente por sua vida. Parece que tudo se move com uma grande rapidez.”  [xii]

Pensadores espirituais idealistas tendem a acreditar que já passaram por esse tipo de coisa e que não vão mais passar, mas isso está muito longe da verdade. Todos “vivemos no mundo”, mas pouquíssimos “não são mais do mundo”. Em outras palavras, o plexo solar ainda é a principal residência, enquanto que o coração é a casa de férias onde só se vai ocasionalmente.

E mais, Marte é o regente do sexto raio de idealismo, uma energia que ainda caracteriza muito o mundo, e não somente o NGSM, e que é a que rege os corpos emocionais da humanidade. Os signos de Touro–Escorpião só expressam um raio através deles e é o quarto raio da Harmonia através do Conflito, por isso, Marte em Touro em oposição a Vênus em Escorpião não poderia ser uma configuração mais conflitante do que já é.

“Marte está em detrimento neste signo e sua atividade acrescenta constantemente a natureza aguerrida de Touro, mas a potência da batalha taurina é tão grande, esotericamente falando, que o efeito de Marte se perde no todo maior. Ele aumenta o espelhismo e a confusão, mas ao mesmo tempo, contém dentro dele a esperança para o homem que luta.”  [xiii]

Marte continuará seu movimento retroativo, tendendo a dirigir sua energia para direções erradas e que não foram intencionadas para a maioria dos seres humanos:

“A retrogressão de Marte faz com que a raiva e a discórdia se transfiram para o lado interno. Agressão passiva, amargura interna, estresse e angústia são todos atribuídos à retrogressão deste planeta. Levar as emoções para ‘dentro’ ao invés de liberá-las de uma forma saudável pode fazer com que raivas e ódios sejam mal direcionados. Como um Don Quixote, luta-se com demônios que nem mesmo se vê. Um forte estado de revolta e assuntos relacionados ao bem estar interno podem ser fortemente acentuados neste período. Indivíduos mais equilibrados não são afetados pela retrogressão de Marte, mas durante sua influência, nenhum de nós somos tão santos quanto gostaríamos de ser.”  [xiv]

Tudo isso soa tão ruim, não é? Pode ser e tem sido recentemente. O principal propósito dessa oposição é ressaltar o que não está correto, o que não está integrado no eu superior. Principalmente se se tem um dos signos regidos por um desses dois planetas (Libra–Touro e Áries–Escorpião), se constituirá um grande desafio para a personalidade, que deverá transformar os padrões inconscientes subjacentes, trazendo-os dolorosamente à superfície, e não seguir o ponto de menor resistência no plexo solar (co-regido por Marte) e recriminando e fortalecendo mutuamente os instintos de sobrevivência.

Por outro lado, Vênus, depois que as tendências inferiores foram transformadas em aspectos superiores, rege o centro ajna e tem o potencial de criar harmonia entre os aspectos conflitantes da personalidade, e os coloca sob o controle e orientação da intuição que vem dos níveis da alma. Ai reside a promessa de solução, porque não importa onde esteja localizado, Vênus é um “planeta sagrado”, enquanto Marte não é.

“O efeito da influência de um planeta sagrado e de um não sagrado é muito diferente, pois um, o não sagrado, afetará principalmente a vida nos três mundos (físico, astral e mental), enquanto o outro agudará o processo de fusão entre corpo e alma, entre consciência e forma, e produzirá o despertar da intuição (alma espiritual).”  [xv]

No topo de tudo isso, no mapa do eclipse de Libra, Marte está no ponto de um yod dos planetas Plutão e Mercúrio–Júpiter, o que é um aspecto perigoso para os idealisticamente orientados como os terroristas, por exemplo. Mas deve-se também prestar atenção aos “esoterroristas” (terroristas esotéricos – N.T.), em suas várias categorias, igrejinhas e grupos. Vigiai (como diz Morya) o Osama Bin Laden dentro de cada um de vós. (OBL tem Marte me Touro).

As sementes da força da Lua Nova tendem a se manifestar na Lua Cheia que se segue, por isso devemos esperar o mesmo, em grupos e indivíduos. Mas, alegria, pois é uma grande oportunidade.

por Phillip Lindsay © 2005

[i] The Rays and the Initiations, Alice A. Bailey. p. 368.
[iii] A Treatise on White Magic, Alice A. Bailey. p. 199.
[iv] Esoteric Psychology II, Alice A. Bailey. p. 528.
[v] Esoteric Healing, Alice A. Bailey. p. 200.
[vi] Glamour: A World Problem, Alice A. Bailey. p. 250.
[vii] See the book The Shamballa Impacts, Phillip Lindsay.
[viii] Esoteric Astrology, Alice A. Bailey. p. 162.
[ix] Esoteric Astrology, Alice A. Bailey. p. 168.
[x] Esoteric Astrology, Alice A. Bailey. p. 225.
[xi] See The Initiations of Krishnamurti, Phillip Lindsay.
[xii] Astrologer Alia Ryder from his ‘Captain Chaos’ newsletter.
[xiii] Esoteric Astrology, Alice A. Bailey. p. 401.
[xv] Esoteric Astrology, Alice A. Bailey. p. 506.

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